Classificados: troco um rim por essa TV

A (nome de grande empresa aqui) pôs em prática uma idéia que muitos já tiveram: criaram a primeira TV com aspecto de 21:9, ou seja, TV com tela de cinema.
Se tem uma coisa que me incomodou logo assim que migrei do VHS para o DVD foram as malditas barras horizontais na tela. Confesso que demorei a me acostumar, mas depois que pus na balança o ganho de conteúdo, não consigo assistir mais nada em fullscreen.

Mas isso não quer dizer que as barras ainda não me incomodam. Principalmente para quem tem televisores de  tubo, que deixam os filmes em 2.35:1 minúsculos na tela(Era Uma Vez no Oeste que o diga). Desde que surgiram as TVs de plasma (blergh) LCD eu tenho sonhado com uma. Só ainda não me comprometi a comprar por causa do mito da TV digital. O que é intrigante, vindo de alguém que só liga o aparelho para pôr um DVD.

E é justamente esse o nicho em que essa empresa deve investir: os cinéfilos. Esse é um recurso que só quem dá valor ao cinema vai saber aproveitar. Gente que assiste à novela das oito não liga se a TV tem aspecto 4:3, 16:9 ou 21:9. E como eu me enquadro no primeiro grupo, não vejo a hora de ter uma, mesmo que seja uma só.

Porque o outro rim já é do tocador de Blu-ray.

Quer saber a marca? Vá ao Digital Drops, foi lá que eu vi.

Segure o hype em suas calças

Sexta-feira fui assistir ao tão esperado The Dark Knight. Enfrentei uma gripe, dor de garganta, 39°C de febre, tudo isso na iminência de uma greve de ônibus em Florianópolis. Tudo pra ver o meu herói favorito na primeira sessão do dia da estréia.

A espera valeu. O filme ficou dentro de minhas expectativas: o melhor dos filmes do Batman, mas não tão bom quanto poderia ter sido. Explico mais tarde.

Dando minhas olhadas no IMDb, eis que me deparo com isso:

Pera lá, macacada… The Dark Knight melhor que The Godfather?

Desde que conheço o IMDb, a “Mona Lisa” do Coppola é o 1 do top 250. Aí eu me pergunto: o novo filme do Batman é melhor que o filme dos Corleone?

Não.

Nem de longe.

Eu sei que isso vai soar muito clichê, mas nos dias de hoje a informação viaja mais rápido que a luz (blergh), bem como as idéias. O que aconteceu com Dark Knight? Muito simples, comissário. O público alvo do filme é exatamente o usuário médio de internet — homem, de 18 a 30 anos, solteiro, mora com a mãe… ops.
Junte um punhado de publicitários, faça uns virais na internet, um ARG pra tirar os nerds de casa e, tadáá, temos o suficiente para atiçar os mais de 54.000 votantes que deram nota 10 no IMDb.

O quanto isso é prejudicial à sociedade? Nada, muitos vão dizer. Quem gosta de cinema e artes em geral, no entanto, vai se escabelar. Estamos vivendo a época do hype, da supervalorização do instantâneo. O que é legal agora, não é mais ao terminar de ler esse post.

Tempestade em copo d’água, será? Só o tempo vai me dizer — e a lista do IMDb. Afinal, cinema sempre foi cultura de massa.

Só que, infelizmente, de manobra.

Indy para os dias de hoje

Se tem uma série que sempre foi sinônimo de cinema para mim, desde pequeno, é Indiana Jones. Aventura, diversão e atos de heroísmo definem uma das maiores franquias do cinema hollywoodiano. E, 19 anos depois, ela está de volta.


Ambientado em 1957, em plena guerra fria, os vilões dessa vez são os comunistas. Ou semi-vilões, pois o Macartismo vigente da época é um vilão muito mais cruel que os “reds”, chegando ao ponto de fazer com que o próprio Dr. Henry Jones Jr. seja afastado da escola onde leciona por suspeita de ligação ao comunismo. Nesse meio tempo, Indy encontra Mutt Williams (Shia LaBeouf), que pede sua ajuda para resgatar seu mentor Harold Oxley (John Hurt) e sua mãe “Mary” * Spoiler * (arraste o mouse na área branca por sua conta e risco) >> Marion Ravenwood (Karen Allen)* Spoiler * que estão sendo mantidos reféns pelos soviéticos. Para isso, Oxley deixa uma carta com pistas sobre sua localização e da Caveira de Cristal, objeto de interesse também dos comunistas. Pronto, já temos o MacGuffin. Agora é só curtir a jornada.

Mesmo depois de 19 anos sem viver o personagem, e com 65 anos, Harrison Ford ainda tem pique para viver o arqueólogo mais cool da história. A prova disso é quando achamos a pergunta feita por Mutt (“Quantos anos você tem? Oitenta?”) absurda, mas não esperem garotas suspirando nas cenas em que Indy dá aula. O posto de galã dessa vez foi passado para LaBeouf, um arremedo de Marlon Brando na primeira cena em que aparece.

Com o cargo de vilã, Cate Blanchett agente soviética com poderes paranormais que está atrás das caveiras de cristal para deter todo o conhecimento do mundo. Cate se sai bem como a “favorita de Stalin”, fria e manipuladora, mas não chega a ser uma antagonista marcante como personagem, dando a impressão de que seu poderes poderiam ser melhor utilizados. Na outra ponta da escala sentimental, é bom ter Karen Allen novamente como Marion Ravenwood. Assim como no primeiro filme, ela continua se queixando de ter sido abandonada por Indy, mas dessa vez teremos uma surpresinha a mais.
Pena que o filme tenha se deslumbrado em sua própria grandiosidade, apresentando cenas totalmente dispensáveis nas seqüências finais de ação, tornando a trama confusa, somente para se poder desfilar efeitos digitais em grande escala; motivo esse de uma das minhas maiores decepções neste filme. Muito foi alardeado sobre o uso de efeitos digitais e a estética old school prometida por Spielberg, mas no final a Industrial Light and Magic falou mais alto. Uma pena para quem está cansado de criaturas digitais e da Nova Trilogia de Star Wars, mas é um mal necessário para atrair as novas gerações para o cinema, pois não só de nostalgia se faz um blockbuster.

Tirando isso, tudo está lá: jaqueta de couro, chapéu, chicote, o sorriso cínico e o medo de cobras. Indiana Jones continua exatamente o mesmo, e tudo graças a Harrison Ford que, mesmo já na idade respeitável, esbanja jovialidade e bravura neste que é, sem dúvida, o maior herói que o cinema já exibiu.

Batman Begins Revisitado

Com um atraso de três anos e imbuído do espírito do “antes tarde do que nunca” resolvi escrever umas linhas sobre o último – até então – longa do Morcego. E, às vésperas do lançamento de The Dark Knight, não poderia ter encontrado momento mais oportuno.

Antes de tudo, quero deixar claro que, como fã do vigilante de Gotham desde os dez anos posso me dar ao luxo de ser chato. Também devo dizer que gostei bastante do filme. Foi ótimo ver o Morcego na tela sem as afetações carnavalescas de Joel Schumacher (leia-se mamilos). Atores de peso, como Michael Caine, Morgan Freeman, Liam Neeson e Gary Oldman não são unidos na mesma película todo dia. Mas como o filme já foi babado demais pela crítica durante esse tempo todo, vou expor minha visão como de quadrinhos.

Comparado aos filmes anteriores, Batman Begins é o mais fiel aos quadrinhos até agora. Seria perfeito se não fosse por alguns detalhes. Ok, alguns nem são tão “detalhes” assim, como no remendo de roteiro ao atrelarem o treinamento de Bruce Wayne a Ra’s al Ghul. Qual o sentido disso? Economizar apresentações ao vilão? E quanto a fundir Ra’s e Henri Ducard ao mesmo personagem? Isso certamente tirou o sono dos fãs mais xiitas. E que fim levou Talia? E o Poço de Lázaro? Pequenas mancadas que fazem toda a diferença para os fãs mais antenados.

Agora vamos ao meu favorito: O Espantalho. Esqueça o mentecapto magricela Jonathan Crane dos quadrinhos e suas roupas esfarrapadas. O mestre do medo foi substituído por um metrossexual engomadinho num terno – um Espantalho “social”. O personagem de Cillian Murphy, ao contrário de todo grande vilão, não tem motivação alguma e muito menos carisma, fazendo de cada aparição sua na tela um verdadeiro desastre.

Outras escorregadas são percebidas ao longo da trama, alguns sem grande importância, como o casal Wayne e Bruce terem ido à opera na noite fatídica, embora há muito convencionado nos quadrinhos que ele foram assistir à Marca do Zorro (direitos autorais, talvez?); a invenção de Rachel Dawes, que nunca existiu nas HQs e a irritante mania do Morcego em revelar sua identidade para toda mulher bonita que lhe aparece.

Em suma, Batman Begins é um grande filme de aventura, mas peca por não tratar Batman como uma figura icônica. Eu só tive a sensação de realmente estar vendo um “filme de Batman” na última cena quando Jim Gordon (Oldman, sempre excelente) entrega a carta com o coringa estampado ao cruzado encapuzado (spoiler, se você ainda não viu esse filme, o que está fazendo aqui?).


Hidily-ho!

Enfim, talvez eu seja exigente demais. Todos sabemos que quando se troca a mídia, modificações devem ser feitas. Só de não ter o nome Joel Schumacher envolvido em qualquer parte da produção já foi um alívio. Além do mais, a chatice de um nerd é proporcional à sua idade – principalmente dos fãs de quadrinhos (a pior corja possível, da qual faço parte).

Que venha The Dark Knight e conserte as besteirinhas deixadas pelo seu predecessor.

P.S.: Alguém pode me explicar que raio de emissor de microondas evapora água da tubulação de uma cidade inteira e deixa seus cidadãos intactos?

Estréias da Semana

Semana fraca, como de costume nessa época do ano. Vamos aos principais lançamentos:

Sinopses retiradas de www.cinemark.com.br

Direção: Roland Emmerich.

Elenco: Steven Strait, Camila Belle, Omar Sharif.

Um jovem que vive em uma tribo primitiva se apaixona por uma princesa que está bem acima de sua ‘escala social’. Quando os caçadores da tribo são escravizados e a princesa é seqüestrada, cabe ao rapaz entrar em ação para que seu povo não seja extinto.

Sinceramente… será que só eu sou tão chato assim para achar que essa talvez seja a maior bomba do ano? O tal épico que Roland Emmerich (Independence Day, Godzilla) se propôs a fazer me cheira mais a um mero pretexto para desfilar seus efeitos digitais a torto e a direito. Sem contar o enredo, que me parece ser uma cópia de Apocalypto, ou seja, ação desenfreada e nenhuma história.

Sicko – $O$ Saúde

Direção: Michael Moore

Elenco: Michael Moore, George W. Bush (rá.), Reggie Cervantes, John Graham, William Maher, Richard Nixon, Linda Peeno.

O documentarista Michael Moore critica o sistema norte-americano de convênios médicos particulares por meio de histórias e estatísticas, como de cidadãos que tiveram tratamentos médicos negados ou foram forçados a declarar falência para poder pagar por eles. O documentário também faz comparações com o sistema de saúde de outros países.

Lá lá lá. Mais um documentário de Michael Moore que mostra a falência do American Way of Life (ou, no caso, American Way of Health) e ao mesmo tempo carrega o patriotismo yankee. Deixe-me adivinhar: grande polêmica na estréia, repercussão moderada em DVD e ostracismo total após 1 ano. Vide Fahrenheit 9/11.

Chega. Amanhã, já sabem: fiquem em casa e leiam um bom livro ou assistam a um DVD bem jóia.

Filmes para ver em 2008

Com o simples intuito de me convencer de que esse ano terá alguma coisa boa para se ver no cinema, resolvi elaborar essa pequena lista com alguns filmes que merecerão meu ingresso ao longo do ano da graça de 2008.

Vamos aos eleitos:

Fanboys

Diretor: Kyle Newman.

Elenco: Sam Huntington, Kristen Bell, Dan Fogler, Jay Baruchel, Seth Rogen, Danny Trejo, Carrie Fisher (!), Jaime King, Christopher McDonald, Billy Dee Williams (!!) e William Shatner (!!!!!).

Em 1999, um grupo de fãs de Star Wars resolve invadir o Skywalker Ranch e roubar um copião do Episódio I para um amigo que está em fase terminal de uma doença. Quer coisa mais nerd do que isso? Embora o supracitado poderia perfeitamente morrer sem ver tal filme, a premissa é boa e deve levar alguns fãs à loucura com citações de Jar Jar Binks e Panakin Skywalker.

Estréia nos EUA: 18/01 Adiado;
No Brasil: Só Deus sabe.

Be Kind Rewind

Diretor: Michel Gondry.

Elenco: Jack Black, Mos Def, Danny Glover, Melonie Diaz, Mia Farrow.

Não. Eu não gosto do Jack Black. Acho ele um dos maiores embustes da “comédia” americana. Suas micagens e trejeitos beiram ao mau gosto ao ponto de me deixar constrangido por ele (se bem que se eu ganhasse o que ele ganha eu não sentiria vergonha nenhuma, eu sei que você estava pensando nisso também). Apesar de tudo, esse filme me chama a atenção por apenas um motivo: a total imbecilidade e situações vexatórias que podem se apresentar quando uma dupla de idiotas se reúnem para regravar filmes famosos, como King Kong, Robocop, Conduzindo Miss Daisy e Rei Leão.

A trama (?) tem início quando Jerry (Jack Black) tem seu cérebro magnetizado (ok, eu ainda estou falando sobre isso?) e destrói boa parte do acervo de VHS da locadora de seu amigo (Mos Def). Aí eles resolvem regravar os filmes em casa e blá blá blá. Minha curiosidade é apenas pelo bizarro. E já estou tentando, por antecipação, ignorar a cena de Jack Black tendo seu cérebro “magnetizado”.

Estréia nos EUA: 22/02;
No Brasil: Em alguma sexta-feira de março.

Iron Man

Diretor: Jon Favreau.

Elenco: Robert Downey, Jr., Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges, Terrance Howard, Leslie Bibb, Shaun Toub.

Confesso que eu não dava a mínima para esse filme. Nunca gostei muito dos heróis “segunda divisão” da Marvel… até ver o trailer. Efeitos convincentes, Robert Downey Jr. hilário de bigodinho e cavanhaque e a óbvia – porém perfeitíssima – trilha homônima do Black Sabbath me conquistaram e garantiram uns trocados a mais para a Marvel e a Paramount.
Mas como nada nessa vida são flores, o filme é dirigido por Jon Favreau. Talvez você se lembre dele como o Foggy, do pífio Daredevil.
Medo.

Estréia mundial: 02/05.

Speed Racer

Diretores: Os Irmãos (?) Wachowski.

Elenco: Emile Hirsch, Christina Ricci, Susan Sarandon, Matthew Fox, John Goodman, Scott Porter.

Pra deixar claro: nunca dei a mínima pro desenho, nem quando eu era criança. Minha curiosidade é em saber o que os Wachowski estão aprontando nesse hiato de três anos desde que escreveram e produziram o excelente (magnifíco, esplêndido, sublime… ok, chega.) V de Vingança.
E isso sem contar que eu não vou perder a oportunidade de ver John Goodman num traje ridículo e o Jack de Lost como Corredor X.

Estréia mundial: 09/05.

Righteous Kill

Diretor: Jon Avnet.

Elenco: Al Pacino, Robert De Niro, Carla Gugino, Donnie Wahlberg, John Leguizamo, Brian Dennehy.

Poxa, preciso falar mais alguma coisa? E ainda dizem que Martin Scorsese vai fazer uma ponta no filme. Vou ali tomar uma água e já volto.

Estréia nos EUA: 12/09;
No Brasil: Só Deus sabe.

The Incredible Hulk

Diretor: Louis Leterrier.

Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, William Hurt, Tim Blake Nelson.

Depois do FIASCO (é, em maiúsculas, mesmo) do primeiro filme, com Eric Bana e com o CGI mal feito, o personagem pode se redimir perante Zod seu público.
Com direito a cenas gravadas nas lindas favelas do Rio e a participação do BOPE (!!), o filme traz o super Edward Norton, a incomensurável (sério, é difícil achar só um adjetivo pra ela) Liv Tyler (…pausa…) , TimPumpkinRoth e William Hurt.

Só espero não ver mais uma bola de borracha verde pulando pra lá e pra cá. Se esse for o caso, pelo menos teremos alguns minutos de Liv Tyler preenchendo a tela.

Estréia nos EUA: 13/06;
No Brasil: Só D… bom, vocês já sabem.

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull

Diretor: Steven Spielberg.

Elenco: Harrison Ford, Karen Allen, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, John Hurt.


A cereja do bolo… o que eu posso dizer? George Lucas e Steven Spielberg juntam seus cocurutos mais uma vez e matam metade da população de ansiedade. O “Indiana Jones de título mais comprido” traz de volta o ícone dos heróis machões e destemidos de todos os tempos. Quem precisa de James Bond quando se tem o Dr. Henry Jones Jr.?

O enredo do filme está sendo mantido a sete chaves pela dupla dinâmica aí de cima, e só se sabe que o filme se passará em 1957, trará Marion Ravenwood novamente, e que Indy não é mais imortal. Nem se sabe ainda se o papel de Labeouf será o do filho do Doutor.
Curiosidade: O produtor Frank Marshall disse em algumas entrevistas que o filme usará pouquíssimo CGI e a maioria dos efeitos serão realizados em frente às câmeras “Usar CGI seria enganar os espectadores“, disse ele. Tomou, tio Lucas?

Estréia mundial: 22/05.

The Dark Knight

Diretor: Christopher Nolan.

Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman, Gary Oldman, Cillian Murphy, Michael Caine, Anthony Michael Hall, Aaron Eckhart.

Para terminar a listinha, aqui está, talvez, o filme mais esperado do ano. A continuação da nova saga do morcego trará basicamente o mesmo cast do filme anterior, exceto por Katie Holmes, que deve estar muito ocupada cuidando de seu posto de rainha da Cientologia. Enfim, dessa vez o vilão é o Coringa que, se você morou até agora em uma caverna, foi interpretado pelo finado Heath Ledger.

Bom, é justamente esse o ponto em que eu quero tocar. Desde que fiquei sabendo que o ex-Brokeback Mountain interpretaria o Príncipe Palhaço do Crime eu pensei: “Mas que raios! Eles perderam a cabeça de vez!”. O tempo foi passando, imagens foram vazando, trailers foram lançados e a minha opinião, vejam só, não mudou absolutamente nada! Ora bolas, não sejamos hipócritas. Só porque o dito cujo morreu não vou jogar confetes em cima de sua participação no filme. Deixo claro que a minha opinião ainda não está cimentada; estou falando somente do aspecto físico. Espero poder mudar de opinião após a estréia, porém, por hora, o Coringa do Sr. Ledger ainda não me convenceu. E, infelizmente, essa será sua última oportunidade de me convencer.

Estréia mundial: 18/07

Muita pipoca para todos.

Cloverfield

2008 pode ser um ano meio morno para o cinema. Ou talvez isso seja só uma bobagem minha, já que eu não gosto de anos pares. Por isso, posso dizer que Cloverfield foi uma boa surpresa, não só por causa do ano em si, mas também por ter superado as minhas expectativas – que eram praticamente nulas.

Produzido pelo Über nerd J. J. Abrams, o todo-poderoso criador de Lost (!!!) e Alias, e dirigido pelo seu amigo Matt Reeves, o filme tem como plot principal a destruição de Nova York por – veja você – um monstro gigante no melhor estilo Godzilla.

A projeção começa – e termina – com uma filmagem amadora encontrada pelo exército americano em Nova York depois da cidade ser varrida do mapa. O filme começa mostrando os preparativos de um grupo de amigos para a festa de despedida de Rob (Michael Stahl-David) que vai para o Japão (conveniente, não?). A festa tem início, os problemas pessoais de alguns personagens se apresentam diante da filmadora operada pelo inepto social Hud (T. J.Miller) e tudo segue o modo americano de teen movies quando, de repente, uma explosão é sentida. Todos descem do apartamento e, quando conseguem se situar ao meio de tanta confusão, vêem a cabeça da Estátua da Liberdade rolando no meio da avenida. Mais umas tremidas na câmera e uma cauda gigante semelhante a de um lagarto aparece por trás dos arranha-céus. Nesse momento eu concluí que meu ingresso já valera a pena.

Cloverfield teve um orçamento estimado em 30 milhões de dólares e somente no primeiro final-de-semana arrecadou mais de 46 milhões. Houve, certamente, um grande gasto com efeitos especiais e animações computadorizadas, principalmente para sincronizar o CGI com os movimentos tremidos da câmera de mão do personagem. A câmera treme tanto na projeção que espectadores nos EUA chegaram a passar mal e a vomitar em algumas sessões.

Mas o grande trunfo do filme é mostrar a destruição de uma cidade pela visão de um grupo isolado de pessoas, o que leva o espectador a ter tantas dúvidas quanto os protagonistas, abrindo espaço para conjecturas e assunto em círculos nerds por aí afora. Essa é uma técnica conhecida, que talvez provoque uma identificação maior do público e gere uma empatia com os personagens, mas nada que uma boa explosão interna não dê jeito.

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