Classificados: troco um rim por essa TV

A (nome de grande empresa aqui) pôs em prática uma idéia que muitos já tiveram: criaram a primeira TV com aspecto de 21:9, ou seja, TV com tela de cinema.
Se tem uma coisa que me incomodou logo assim que migrei do VHS para o DVD foram as malditas barras horizontais na tela. Confesso que demorei a me acostumar, mas depois que pus na balança o ganho de conteúdo, não consigo assistir mais nada em fullscreen.

Mas isso não quer dizer que as barras ainda não me incomodam. Principalmente para quem tem televisores de  tubo, que deixam os filmes em 2.35:1 minúsculos na tela(Era Uma Vez no Oeste que o diga). Desde que surgiram as TVs de plasma (blergh) LCD eu tenho sonhado com uma. Só ainda não me comprometi a comprar por causa do mito da TV digital. O que é intrigante, vindo de alguém que só liga o aparelho para pôr um DVD.

E é justamente esse o nicho em que essa empresa deve investir: os cinéfilos. Esse é um recurso que só quem dá valor ao cinema vai saber aproveitar. Gente que assiste à novela das oito não liga se a TV tem aspecto 4:3, 16:9 ou 21:9. E como eu me enquadro no primeiro grupo, não vejo a hora de ter uma, mesmo que seja uma só.

Porque o outro rim já é do tocador de Blu-ray.

Quer saber a marca? Vá ao Digital Drops, foi lá que eu vi.

Batman – A Série Animada

Há mais ou menos uns 11 anos, eu tive o meu primeiro contato com esse desenho que talvez tenha sido o responsável pelo meu envolvimento com os quadrinhos e outras mídias desse que é o meu herói favorito: o Batman.

Lançado em 1992 na onda do filme Batman Returns, o desenho segue o mesmo padrão sombrio dos dois primeiros filmes dirigidos pelo bizarro de plantão Tim Burton. Querendo dar seqüência ao estilo e como estava precisando de um desenho voltado ao tema, a Warner Bros. convidou os desenhistas Bruce Timm e Eric Radomski para fazer um piloto. O resultado superou as expectativas, e o resto é história.

Os principais trunfos da animação são os roteiros bem escritos, os cenários muito bem desenhados, personagens fundamentados, o clima noir dos elementos empregados e o tema do ex-Oingo Boingo, Danny Elfman. Afora tudo isso, o que mais me impressiona até hoje no desenho é a qualidade da dublagem brasileira – infinitamente superior à americana, apesar desta contar com grandes nomes, como Mark Luke Skywalker Hamill na voz do infame Coringa. Na voz do herói fomos brindados pela “super” voz de Márcio Seixas, que dá toda a carga sombria e austera do cruzado. No elenco ainda temos Isaac Bardavid, José Santa Cruz e o saudoso Darcy Pedrosa, cujas vozes povoaram minha infância e que ainda têm o meu profundo respeito e admiração.

Pra quem não se lembra, a série começou a ser exibida no Brasil em meados de 1994 no SBT e depois passou à Record, onde fazia a função de “tapa-buracos” de programação. Lembro como se fosse ontem da alegria que me dava quando, lá pelas 8 da noite, passava o desenho em meio a desorganizada programação da então rede dos bispos. Uma coisa que me alegrou muito foi quando a Warner (conhecida pelo desrespeito aos consumidores pelos casos de V de Vingança e as benditas versões estendidas de Os Senhor dos Anéis, mas isso é papo pra outra hora) lançou a série em três boxes fantásticos com vários extras, idiomas dublados, e a coerência cronológica da série. Uma boa pedida pra quem gosta de animação de qualidade.

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